São uns olhos verdes, verdes.

São uns olhos verdes, verdes. São uns olhos de verde-mar. Uns olhos cor de esperança.

São os olhos por que morri de amores.

São iguais na forma e na cor e têm a luz mais branda e mais forte. Um diz loucura e outro amor.

Exprimem a maior paixão. Tão facilmente se inflamam. Tão meigamente derramam o Fogo e Luz do coração.

São uns olhos verdes, verdes. Que podem também brilhar, não são de um verde embaçado, mas verdes da cor do prado.

Como se lê num espelho, pude ler nos seus olhos. Os olhos que mostram a alma. E que também refletem os céus.

São uns olhos verdes, verdes.


Saudade.


Portuguese word for the feeling of missing somebody, like a positive nostalgia.




tremor de terra

Acabei de sentir um tremor de terra.
Nem sei o que escrever
Ate estou parvo... lol

O Infinito acontece aqui...




Vejo a Lua que me chama para uma sombra que é a tua, acenas-me entre as horas longínquas e um sorriso igual ao meu.
Atrás do tempo que desembrulhamos, como uma prenda que há muito se espera, sinto a ebulição do desejo que nasce da tua pele e fervilha desmesuradamente dentro de mim.
De espírito alucinado e corpo alvoraçado, caio nos teus braços de fogo, deixo que os ventos das tuas vontades me varram de paixão, permito que tempestade de luzes nocturnas e devaneios me desinquietem loucamente a dormência que me morde por dentro.
Em tuas mãos o doce mel que me cola á doçura das tuas carícias que se escapam escorregam por todo o meu território que agora é teu, adoçando os teus ombros, o teu pescoço, os teus seios ou meus apetites mais secretos...
Fonte inesgotável de ternuras e prazer que és, afundas-te em águas cálidas, ofereces-te à nascente de desejo que por mim alastra, e matas-me a sede provocada pelo deslizar fogoso de tudo o que somos e nos damos ali. De olhos bem abertos, contemplamo-nos numa cegueira deliciosade emoções que escorrem em cascata por nossos corações.
Na suavidade de um gesto de arrebatada paixão, o silêncio apaga o espaço, o grito emudece os corpos, o brilho do Amor invade as almas e o infinito acontece "aqui"..


Hoje... há quatro meses atrás...




Hoje é um dia diferente e será sempre assim para o resto da minha vida, porque hoje estamos aqui onde não imaginámos há quatro meses atrás. Fomos um universo inteiro que se expandiu cada vez mais infinito, fomos um caminho, um sentido, uma vida que se foi cumprindo, rara e única no encontro com o Amor. Não passou muito tempo, foi quase ontem, mas quero poder dizer que já passaram muitos dias depois disso, porque merecemos e porque acreditamos na nossa história com princípio mas de final possível. O tudo em que vamos acontecendo é para "sempre" porque todos os dias é mais, muito mais do que as palavras explicam. Porque o tempo passa e somos infinitamente mais amor e paixão que não sossegam nem de noite nem de dia. Quem ama verdadeiramente não tem horas nem dias de calendário, quem ama mede o tempo pela vazio da ausência e perde-se nas saudades e na ansiedade de voltar ao abraço de quem espera com igual desassossego embrulhado na mesma intensidade. Assim te sinto eu, ontem, hoje e amanhã. Assim aninhamos nós as noites no corpo incendiado. Assim nos descobrimos um "sempre" que começou no dia de hoje há quatro meses atrás. Quero-te tudo, sempre mais do que ontem.
Colecciono cada pedaço de nós como pedras preciosas que constroem o nosso "sempre" com paredes coloridas, seguras e resistentes ao tempo. Por vezes, enquanto não chego ao sono, escolho memórias e vivo duas vezes momentos únicos como tu. Hoje é o dia, mas, mesmo que não fosse o dia exacto, antecipava a ansiedade de um hoje.
O dia de hoje, há quatro meses atrás...nos meus lábios foi ainda há bocadinho, porque o calor dos teus me ficou na boca, a embrulhar-me o coração. E atrás dos lábios vieram palavras que eu imaginei e quase escrevi, em teu nome, para mim. E na ansiedade em que fui antecipando o dia de hoje, seguro-nos a alma num abraço infinito que nos faz Um e nos descobre um mundo cheio de cor, erguido e pintado em nome do amor. Enquanto não adormeço...quando acordo e me encosto nas palavras que encosto a nós, digo baixinho o teu nome para que as paredes que nos recordam entendam quantas cores nos escrevem a vida num coração único em dois peitos separado.
Deixo-te...um beijo infinito...